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Enginestart no Nacional de Velocidade

O Enginestart participa este ano no Nacional de Velocidade com uma moto inscrita e Stocksport 600. Aos comandos está o nosso jornalista de serviço, Marcos Leal, que usou o melhor das suas energias para "acordar" o piloto que ainda há em si. Tendo decorrido no circuito de Braga sob uma chuva copiosa a resultado foi agridoce.

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O Campeonato Nacional de Velocidade começou este fim-de-semana no circuito de Braga, com treinos e corridas a terem lugar no Domingo. Nós decidimos estar presentes da melhor forma, participando nele com uma moto inscrita na classe de Stocksport 600. O piloto só podia ser o nosso jornalista Marcos Leal, que desta forma volta à competição, desta vez para realizar um campeonato completo. As provas deste ano irão ser realizadas todas num só dia, procurando desta forma reduzir os custos de participação, e assim treinos, qualificações e corridas comprimem-se num apertado horário. Para esta prova, o Clube Automóvel do Minho organizou na tarde de Sábado um treino privado para quem quisesse aquecer motores antes do grande dia. Nós aproveitámos.

No sábado, para os treinos privados, Braga recebeu-nos com um dia de excepção, muito sol e uma temperatura amena que permitiu relembrar o traçado da pista minhota e rodar um pouco mais com a moto que tinha acabado de chegar da preparação mecânica. A evolução do dia foi boa para Marcos Leal: "Já havia bastante anos que não vinha a Braga, a única vez que aqui corri foi com uma Aprilia RS125 isto há 13 anos, no Challenge organizado pela marca. Foi por isso muito importante este dia de treinos para relembrar o traçado. O dia correu bem e a evolução realizada ao longo do dia foi positiva embora ainda não me sinta totalmente confortável aos comandos da YZF-R6".

No domingo o clima minhoto mostrou as suas particularidades e a chuva decidiu marcar presença o dia todo. As condições da pista alteraram-se radicalmente face a sábado obrigando a que se utilizassem pneus de chuva e fora tiveram de ir as unidades novas para seco montadas no final do dia anterior. Entre a decisão de trocar de pneus e o trabalho da mudança passou o primeiro treino ficando apenas a segunda sessão de qualificação para fazer o tempo para a grelha. "O facto de falhar a primeira sessão não foi nada positivo, a minha experiência em Braga é limitada e agora tenho de juntar-lhe o facto de ser uma corrida à chuva e utilizar um tipo pneus que nunca testei. Mas está a ser um desafio muito interessante com experiências novas e os tempos melhoram de volta para volta."

Como esperado a corrida foi realizada debaixo de chuva e esse facto trouxe algumas dificuldades extra aos pilotos. A corrida teve duas partidas, já que foi interrompida logo na primeira volta devido a uma queda. Depois da segunda partida a corrida desenrolou-se sem mais paragens, pelo menos para a maioria dos participantes. O nosso piloto fez apenas 4 voltas antes de regressar às boxes para substituir um pousa-pés danificado. "Parti razoavelmente bem na segunda partida mas não tão bem quanto da primeira, pelo que estava a forçar um pouco o andamento para me juntar ao grupo que seguia à minha frente. Na terceira volta uma escorregadela da traseira na curva 4 levou-me a ser cuspido do assento moto. Na sucessão de sacudidelas parti um dos pousa-pés. Salvo o "highside", ainda  fiz mais uma volta mas não havia onde colocar o pé direito. De regresso ao pit-lane valeu-me a ajuda do meu companheiro de Box Luis Franco, que foi determinante na reparação do pousa-pés. Senti um grande prazer em conseguir voltar à pista e poder terminar a corrida, embora tenha sido desqualificado por não ter cumprido os 75% da distância de prova."

Em pista a batalha pela primeira posição travou-se entre os restantes presentes sendo a linha de meta cortada em primeiro lugar por Hugo, piloto do Campeonato Galego seguido por Helder Bessa, Rúben Nogueira e Romeu Leite, que estabeleceram os três primeiros lugares do Nacional de Superstock 600.
 



Este ano o campeonato tem um novo figurino com a introdução do Troféu Século XX, taça Luis Carreira. Esta classe procura atrair todos o apaixonados por motos e corridas que tenham uma moto anterior a 1999 encerrada na garagem a virem divertir-se em pista. Nesta primeira prova fez-se um minuto de silêncio antes da partida e a prova foi ganha pela moto do nosso colega Luis Carlos pilotada por outro grande jornalista, Alberto Pires.

A corrida de Superbike e Campeonato Galego de Sport Produção Extreme reuniu 19 pilotos, e ia na sexta volta quando um concorrente espanhol sofreu uma queda, obrigando à entrada da ambulância em pista. Contaram 5 voltas, a adicionar a mais 17 feitas numa segunda parte. Antes da interrupção, Ferran Casas era o comandante, seguido do seu compatriota Xavi Fores. Depois, no reatamento foram alternando no comando, com Fores a vencer por magros 2,5s. A seguir, Ivo Lopes foi um persistente 3.º classificado, diante de Tiago Magalhães e Pedro Monteiro.

Na Moto Júnior, durante bastante tempo alternaram no comando Fábio Lopes e João Vieira. Depois Lopes atrasou-se, e entretanto Paulo Leite passou a capitanear o pelotão a quatro voltas do fim, batendo Vieira apenas por 0,8s. O 3.º foi Saul Fernandes, diante do melhor da classe Produção, Jorge Silva, enquanto Alex Costa foi o primeiro das 85cc. Referência ainda para a desistência por queda no arranque de David Ferreira, e a de Angel Outerelo por avaria.

Nas Motos Clássicas, a partir da terceira volta Alberto Pires chamou seu ao primeiro lugar, impondo-se por 9,8s a Fernando Martins. O pódio foi completado por António Machado, e na 4.ª posição absoluta ficou o melhor representante da classe 2, José Barbosa.


Publicado em 2013-04-08 23:04:00