Aprilia SRV 850, o Teste

Com um claro foco nas características desportivas, com prestações elevadas e um comportamento firme, a Aprilia SRV é uma opção diferente no mundo das scooter de grande cilindrada.

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Por: Marcos Leal

Já há algum tempo que as scooter de média e grande cilindrada começam a ocupar o espaço da vida de muitos motociclistas, substituindo motos utilitárias. É uma escolha inteligente para quem necessita de um veículo prático, confortável e económico para as deslocações de dia-a-dia. Algumas têm mesmo excelentes capacidades como turísticas seja para uns passeios de fim de semana ou mesmo viagens mais longas. Já o provei há uns anos numa viagem que fiz a Estrasbugo (foram 6500 km) a acompanhar um grupo que contava com várias grandes turísticas ("Pan's", "BM's" e "Wing's"). 

Mas nem todos os utilizadores do dia-a-dia querem uma scooter de espírito utilitário, onde o conforto seja a prioridade. Quem vem do mundo das desportivas tem alguma dificuldade em entender o mundo das "aceleras" ou deixar para trás a imagem mais rebelde da motos de pista. A Aprilia descobriu aqui um nicho de mercado que há muito vem explorado nos segmentos de baixa e média cilindrada. Agora deu o grande passo e abraçou o segmento das scooter de grande cilindrada com introdução na sua linha da SRV 850.

Com um motor bicilíndrico de 839 cc e uma potência máxima de 76 cv, esta é a referência no segmento quando se pensa em prestações puras no mundo das scooter. A sua estética não deixa qualquer margem para duvida nesse campo ou não fossem as linhas deste modelo baseado nas RSV4, a moto que é este ano novamente Campeã do Mundo de Superbikes. Uma imagem mais desportiva é difícil de conseguir numa scooter, e a SRV consegue ter um excelente equilíbrio nas formas que além de bonitas conseguem disfarçar a elevada volumetria do modelo.

O ecrã baixo é um dos elementos que ajuda neste campo de "esconder" o tamanho da SRV. Este facto aumenta a agilidade do modelo a média velocidade mas reduz drasticamente o nível de protecção aerodinâmica. Pessoalmente gosto e considero como sendo uma qualidade, mas sei que a maioria dos utilizadores de maxi-scooter vão apontar esta característica como um defeito. O assento também não vai satisfazer os que buscam o conforto. Longe de ser desconfortável este é mais firme que o normal das motos deste tipo de sgmento. O assento do passageiro é que fica muito aquém daquilo que se espera de uma scooter, estreito e firme, pouco confortável, ao melhor estilo de uma desportiva.

A SRV 850 provou ser um scooter de sensações fortes com umas prestações muito convincentes e eficaz em estradas sinuosas. É uma scooter pensada para quem procura os aspectos práticos das "aceleras" mas ainda não está disposto a entregar-se por completo à um estilo de condução mais despreocupado.


EM CONDUÇÃO

A condução da Aprilia SRV 850 revelou-se bem mais divertida do que poderia esperar de uma scooter, mas é também muito mais exigente. A exigência deste modelo assenta em duas premissas muito claras, potência e geometria. Quando nos sentamos aos comandos da SRV 850 e pensamos em sair com uma condução desportiva temos de ter bem patente de que não estamos a tratar de um motor de scooter potente, mas sim de um bicilíndrico de em "V" com um elevado nível de potência e uma...

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   NA PRÁTICA

Embora sendo uma scooter, em cidade o tamanho da SRV pode causar algumas dificuldades. Entre a SRV 850 e uma desportiva de grandes cilindrada as principais vantagens da italiana passam pela posição de condução e caixa automática. Por baixo do assento existe o espaço de arrumação que recebe um capacete integral. Não é muito espaçoso mas este é o preço de ter um motor bicilíndrico em "V" de 839 cc por baixo de nós. No campo prático a SRV perde quando comparada com...

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Publicado em 2013-01-10 11:01:00