BMW F800GT, comportamento

Com um conjunto mecânico muito equilibrado, onde o motor bicilídrico é uma peça chave pela sua boa resposta, a F 800 GT é uma moto que se comporta de forma eficaz numa grande variedade de situações.



A BMW F800GT é uma agradável surpresa desde o momento em que iniciamos a sua condução. Por um lado é uma moto muito fácil de levar, dando sempre a sensação de controlo absoluto, mas ainda assim consegue transmitir o tacto de uma "moto grande". A ciclística tem um excelente acerto, quer na sua geometria como na distribuição de massas, oferecendo reações muito neutras. Ainda assim consegue ter uma postura desportiva o suficiente para podermos retirar gozo de uns momentos de pilotagem. Colocando o ESA no nível Sport temos uma moto capaz de não nos envergonhar e situação alguma, mesmo numa saída para pista, algo que já fizemos no passado durante os BMW Riding Experience (o próximo é já a 11 e 12 de Maio no Circuito do Estoril). 



A resposta do motor segue este espírito "solto" e basta colocá-lo em funcionamento para termos a certeza disso. Acionar o motor de arranque liberta um alegre som de escape, aberto o suficiente para que o troar do bicilíndrico nos encha a alma. A resposta está de acordo com o ruído que emana, é muito rápido a subir de regime, equilibrado até às 3000 rpm e uma fonte de divertimento daqui para cima. Mas embora tenha uma resposta muito viva, esta unidade bicilíndrica é igualmente fácil de domar podendo ter uma resposta suave se assim o desejarmos.

Caso se queira apenas rolar ou viajar acompanhado a F800GT mostra ser moto suficiente para nos metermos à estrada. Dependendo do nosso espírito, podem-se fazer longas tiradas com um nível de cansaço controlado. As suspensões podem ser usado no modo conforto que a F 800 GT não perde a compostura, mesmo a velocidades mais elevadas e filtra bem todas as irregularidades do piso. O motor nesta situação não tem a capacidade das grandes motorizações das motos turísticas, mas ainda assim suporta bem o peso extra do passageiro e bagagem. O recurso à caixa só se torna obrigatório se tivermos de fazer, por exemplo, uma ultrapassagem mais rápida.
 


Publicado em 2013-04-11 21:04:00